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A importância de procurar um psicólogo e pedir ajuda

Metáfora

"Imagina que o teu psicólogo e tu são dois alpinistas. Cada um a subir uma montanha diferente, mas muito próxima.
O psicólogo pode ver um caminho na tua montanha que pode ajudar-te a subir melhor e mais facilmente a tua montanha. E pode fazê-lo, não porque ele é mais esperto do que tu ou por já ter escalado a tua montanha antes, mas porque ele se encontra numa posição onde pode ver coisas que de momento tu ainda não consegues ver.
Mas atenção: mesmo que o psicólogo te indique o caminho, és sempre tu quem tem de subir a tua montanha."
Muitas vezes, quando estamos mais em baixo, ouvimos as frases, "tens de pedir ajuda"/ "procura um psicólogo", e não nos faz sentido por acharmos que conseguimos lidar com os nossos assuntos, com os nossos sentimentos sozinhos, e, regra geral, o que acontece, é que já só pedimos ajuda ou procuramos um profissional quando estamos demasiado quebrados e sem luz para poder sequer encontrar a esperança, aquela esperança que nos faz renascer das cinzas e brilhar novamente com a nossa luz própria.

É preciso, em primeiro lugar, acabar com mitos.
"Só vai ao psicólogo quem está louco?";
"Não vou gastar dinheiro num psicólogo para conversar quando posso conversar com os meus amigos"

Não, claro que não só quem está/é louco - o que quer que signifique realmente ser louco -, vai ao psicólogo. Todo e qualquer ser humano, pode/deve, em alguma altura da vida, recorrer aos serviços desse tão (des)temido profissional.
O psicólogo pode ajudar em questões tão básicas como o que vou fazer com a decisão que quero tomar mas não tenho coragem, até a assuntos mais graves e delicados, como diagnósticos de doenças do foro psicológico e/ou emocional.
Quanto aos amigos, quando eles existem (graças a Deus por eles, nossos portos seguros), devemos desabafar com eles. Contudo é muito importante percebermos que uma conversa com um amigo não passa disso mesmo, uma conversa. A consulta de psicologia não se restringe, apenas, a uma conversa. O profissional está ali para ajudar/guiar a pessoa na sua demanda e resolução de problemas. Ele tem como base a sua ética profissional e por isso não faz julgamentos e respeita o princípio da confidencialidade. Com a sua base teórica, ele está preparado para, a cada passo, perceber qual a melhor estratégia para ajudar a solucionar o problema. E juntos traçarão o caminho que melhor se adaptar ao cliente/paciente.
Pedir ajuda nasce connosco. Basta olharmos para um recém-nascido. O choro é o seu meio de comunicação para pedir ajuda, para garantir que as suas necessidades básicas são colmatadas.
Na minha opinião, à medida que crescemos vamos perdendo essa capacidade, renegando-a, até que ela parece uma coisa que nunca fez parte de nós.
A verdade é que a vida se intromete e desaprendemos de pedir ajuda. Tornamo-nos adolescentes que querem ser adultos e que se sentem incompreendidos e paramos de pedir ajuda quer seja porque não nos compreendem, quer seja pelo simples facto de queremos provar aos outros, e até a nós mesmos, que somos capazes de fazer as coisas sozinhos... (fica para um próximo artigo o acharmos que temos de ser/fazer sozinhos)
Temos que reaprender, há uma necessidade enorme de reaprender. Há necessidade de percebermos que não somos uma ilha e que pedir ajuda mostra uma força e uma esperança gigante em nós.
Se está a passar por alguma situação em que ache que precisa de ajuda ou se conhece alguém que está a passar, procure e/ou recomende um psicólogo.


Vamos falar de AMOR

Para este artigo trago-vos um tema que me é muito querido e que, aposto, vos é também a vocês.
É um tema que tem tudo de bom e tanto de controverso... mas, que todos o queremos nas nossas vidas e que muitas vezes não sabemos como dá-lo, recebe-lo e/ou mesmo lidar com ele.
O tema é: O AMOR.
Alguma vez pensaram no amor como linguagem?
Pois é, o amor é uma língua universal e possui nele uma linguagem própria, uma linguagem que é transversal a todos os seres vivos.

No ser humano, esse é o amor que vamos falar aqui, ele existe em forma de amor-próprio, romance, amizade, respeito, agradecimento, de compaixão, de pais para filhos, de filhos para pais... e tantas outras formas...

A psicologia refere vezes sem conta como o amor é o ingrediente principal que mantém a nossa máquina física e emocional a trabalhar bem e em equilíbrio.

Precisamos sentir-nos amados para que possamos agir, precisamos amar-nos para podermos seguir...

A verdade é que no mundo há pessoas que amam demais, outras de menos e depois há aquelas que sabem precisamente a quantidade certa de amor que devem dar e receber, sentir e fazer sentir e essas são as verdadeiras abençoadas porque levam desta vida um coração cheio de amor e uma alma que ama sem barreiras ou restrições.
É logo na infância que o nosso barómetro de amor começa a funcionar e dependendo se está cheio ou vazio irá ditar o tipo de pessoa que seremos e como amaremos.
Escolhi este tema porque encontrei um livro numa das pesquisas que andava a fazer e o título chamou-me a atenção: "As cinco linguagens do amor" de Gary Chapman. Mal o comecei a ler, devorei-o.
Achei-o maravilhoso, uma enorme escola sobre o amor e, mesmo assim, tão pouco sobre o mesmo. O autor apresenta-nos uma metáfora que retrata muito bem o que afirmei anteriormente sobre a infância:
"Dentro de cada criança há um 'tanque emocional' à espera para ser cheio com o amor. Se ela se sentir amada, desenvolver-se-á normalmente; porém, se o seu "tanque de amor" estiver vazio, ela apresentará muitas dificuldades. Diversos dos problemas de comportamento de uma criança provêm do fato do seu 'tanque de amor' estar vazio".
O autor refere, ainda, que:
"A necessidade de alguém ser amado emocionalmente, no entanto, não é uma característica unicamente infantil. Ela segue-nos pela vida adulta; inclusive no casamento. Quando nos apaixonamos, temporariamente essa necessidade é suprida, mas ela torna-se um "penso-rápido" e, como acabamos por descobrir mais tarde, com duração limitada e até prevista. Após despencarmos dos píncaros da paixão, a necessidade emocional de ser amado ressurge porque é inerente à nossa natureza. Está no centro dos nossos desejos emocionais. Precisamos do amor antes de nos apaixonar e continuaremos a necessitar dele enquanto vivermos."
Chegamos assim á maior de todas as conclusões, mil vezes já feita e comentada:
"As coisas materiais não podem substituir o amor humano e emocional."
Isto leva-nos também à questão tantas vezes discutida sobre o facto de a nossa sociedade ser uma sociedade muito materialista e pouco... faltando-me um termo melhor "humanista".
Com o correr dos anos, eu diria mesmo de décadas, esquecemos ou mais importante, o amor, por nós e pelo próximo. Sabemos e temos perfeita noção que a vida é feita na base de relações, contudo parece-me haver uma apatia geral para o lado dos afetos e em como as relações nos afetam a nós e á nossa maneira de estar na vida - se boas estamos bem e felizes; se más não sabemos para onde nos virar e fica em nós um sentimento de vazio e solidão.
Daí a importância do tema.
Aconselho a leitura do livro, sublinhem tudo o que vos faça sentido, pensem nas pessoas da vossa vida e descubram as linguagens de amor delas, descubram qual a principal delas e tornem as vossas relações melhores, mais duradouras, mais felizes.
P.S: o livro está mais relacionado com as relações amorosas de casal, contudo pode ser aplicado a qualquer tipo de relação.

Espero que gostem tanto quanto eu.

O Impacto do Pensamento e das Palavras no Nosso Dia-a-Dia

A maneira como falamos influencia a maneira como nos sentimos e agimos. Elas, as palavras, são o nosso reflexo na vida. Têm por isso, uma enorme importância sobre nós e sobre quem nos rodeia.

As palavras fazem parte intrínseca do nosso ser, quer seja a palavra falada ou a pensada, pois o ser humano é feito delas e por elas.

Se pensarmos sobre isso realizamos que já nascemos a ouvir a palavra, para mais tarde aprendermos a dizê-la, e por isso há uma verdade inerente à frase - "A voz só pode reproduzir o que o ouvido pode ouvir".

Sabia que:

A palavra "pessoa", no seu uso corrente significa indivíduo, contudo, no latim tem o significado etimológico "por som" - podemos considerar a tradução "através da voz"-, isto porque existe uma tese que afirma que a palavra latina persona foi originalmente estabelecida em língua latina, por uma justaposição gramatical da preposição per e do substantivo sonaresultando per + sona = persona.

Agora pergunto-lhe a si que é uma pessoa, já alguma vez parou para pensar que palavras usa para si, ou seja, como se trata a si próprio, qual o som e a voz que usa para comunicar consigo mesmo e com os outros?

Cada palavra é como um mantra pronto a entrar em acção, e é através dos nossos pensamentos que a palavra ganha vida. Por isso mesmo é tão importante que a nossa forma de pensar seja positiva e optimista, mesmo nas situações mais adversas, para que consigamos superar melhor e mais rapidamente.

A verdade é que, ao escolhermos ser positivos estamos a escolher ser pessoas mais felizes, mais empáticas com os outros e mais compreensíveis connosco mesmos, a sermos melhores trabalhadores ou melhores chefes e principalmente, a darmo-nos a oportunidade de realizarmos coisas novas e boas nas nossas vidas.

"Mantém os teus pensamentos positivos, porque os teus pensamentos tornam-se as tuas palavras.

Mantém as tuas palavras positivas, porque as tuas palavras tornam-se as tuas atitudes.

Mantém as tuas ações positivas, porque as tuas ações tornam-se os teus hábitos.

Mantém os teus hábitos positivos, porque os teus hábitos tornam-se os teus valores.

Mantém os teus valores positivos, porque os teus valores... Tornam-se o teu destino".

Mahatma Gandi

Deixo-vos a sugestão de como alterar o vocabulário e assim mudar a maneira de pensar e falar:

Vocabulário Negativo

Coloque num lado da coluna palavras que se apercebe que diz constantemente e que o levam a estados menos bons. Do outro lado da coluna coloque sinónimos dessas palavras que sejam menos intensas. O objectivo é apagar do seu sistema de vocabulário essas palavras que o levam a estados desagradáveis.

Palavras negativas                                                              Sinónimos dessa palavra

Ex: Furioso                                                                          Ex: Furibundo, chateado, fulo, irritado

Vocabulário positivo

Coloque num lado da coluna palavras que se apercebe que diz constantemente e que o levam a estados bons. Do outro lado da coluna coloque sinónimos dessas palavras que sejam mais intensas. O objetivo é agregar ao seu sistema de vocabulário essas palavras que o levam a estados muito agradáveis.

Palavra positiva                                                                  Sinónimos dessa palavra

Ex: Feliz                                                                              Ex: Agradado, animado, divertido, eufórico, contente, radiante, alegre...

Espero que gostem e que ponham em prática. Partilhem o artigo e o exercício.

Quem é o responsável pelo estado em que está a sua vida?

Alguma vez sentiste que não tens controlo na tua vida? Que ela parece seguir o seu rumo sem que possas dizer ou fazer o que quer que seja, mais à tua medida, à tua vontade?
Pois é, muitas vezes levamos uma vida inteira a achar que a culpa é de tudo e todos à nossa volta pela situação e o ponto em que a nossa vida se encontra, como se o mundo estivesse contra nós e não tivessemos o poder de modificar isso... Mas será que a culpa da nossa vida estar na situação presente mora fora de nós?
A verdade é que o responsável pela tua vida és tu, só tu!
Isto faz com que questões sejam levantadas, e difíceis respostas tenham que ser ouvidas, assimiladas para que possamos olhar para dentro, olhar à volta, e perceber onde podemos mudar, fazer diferente, para a nossa vida ser, efetivamente nossa, melhor e mais feliz.
É necessário assumir a responsabilidade e enfrentar de frente o espelho, subir degrau a degrau a escada da autoestima, autoaceitação, e perceber que dizer a verdade sobre o que realmente se quer é estar em sintonia com a voz interior que nos regula o espírito.
E como fazer tudo isso?
Deixo-vos aqui 4 dicas que, para mim, são as mais importantes para ganharem o controlo da vossa vida:
1. Autoconhecimento - este é sem dúvida um passo essencial. Se não nos conhecermos a nós próprios quem conhecerá, verdade?

"Aquele que conhece o outro é sábio, aquele que conhece a si próprio é iluminado"
L. Schlessinger

O auto-conhecimento começa por ouvirmos o que nos vai dentro e realizar o que efetivamente queremos na vida... da vida.
Podemos consegui-lo sozinhos, por via da leitura, pesquisa, reflexão, questionamento ou procurar respostas e/ou com a ajuda de profissionais como terapeutas, Coaches e Psicólogos.
2. Gerenciamento de emoções - Conhece bem todas as emoções que sente e quantas vezes elas se revelam durante as 24 horas do dia? É capaz de expressá-las, aceitá-las e mesmo despegar-se delas se necessário?
Gerir as emoções é mesmo tudo isto e ajuda-nos a processar os acontecimentos e as relações à nossa volta, trazendo com isso a tal paz e conforto que todos procuramos e desejamos alcançar.

"Pequenas emoções são as grandes capitãs das nossas vidas e nós obedecemos-lhes sem perceber"
 Van Gogh.

3. Assertividade - este passo é importantíssimo na manutenção dos dois passos anteriores e uma ponte para o passo seguinte. E mais importante ainda, é essencial para o equilíbrio dos nossos relacionamentos e da nossa vida.
A assertividade é uma competência emocional que determina a capacidade de tomarmos uma decisão clara, segura e positiva, isto porque ela apresenta-se pela forma de pensamento positivo e a vontade de fazer mais e melhor, por nós e pelos outros.

"Um não dito com convicção é melhor e mais importante que um sim dito meramente para agradar, ou, pior ainda, para evitar complicações." 
(Mahatma Gandhi)

4. Autocontrolo - Depois das três primeiras (Autoconhecimento; Gerenciamento de emoções e Assertividade), começarem a ser desenvolvidas, este passo passa a ser de mais fácil execução, uma vez que para haver autocontrolo temos que saber o que em nós controlar e quando o fazer.
E o que é o autocontrolo? Consiste no controlo das reações perante as situações da vida, dos nossos impulsos momentâneos e em conseguir percecionar e adiantar a reação e impulso do outro.

"Na condição das questões humanas não existe melhor lei do que o autocontrolo." 
Lao-Tsé

Todas estas dicas levam à mudança de comportamentos e à realização daquilo que é meu e o que é do outro, sem deixarmos de ter a capacidade da empatia e compaixão.
Leva-nos a olhar o espelho e a aceitar o bom e o mau que temos e/ou a desapegar o que não nos faz bem, sendo que desta maneira passamos a ter o controlo sobre nós e sobre o que nos rodeia e, assim, ser mais felizes e realizados.

As crenças que nos guiam

"As nossas crenças constituem a força orientadora para dizer o que nos levará ao insucesso e o que nos levará ao sucesso."

Alguma vez se perguntou porque é que age como age?
Todos nós temos por base de comportamento as nossas crenças, e inerentemente os nossos valores, e é por eles e por causa deles que agimos e reagimos ao mundo ao nosso redor.
As crenças são verdades absolutas para a pessoa que as possui, quer sejam elas positivas (que sejam benéficas para a vida da pessoa), ou negativas (que sejam prejudiciais e limitantes para a vida da pessoa).
Elas são o nosso motor de busca relativamente ao certo e ao errado, ao aceitável e inaceitável e não estão totalmente ao nível consciente, aliás, a maioria estão no nível inconsciente dos nossos processos de pensamento e ação e por isso mesmo muitas vezes ficamos a pensar: porque reagi assim? porque disse aquilo?
E agora que sabe isto, quais são as crenças pelas quais se rege?
Veja algumas das áreas e tipo de crenças que existem e faça a sua análise.

Existem 3 áreas de Crenças:

1. Crenças Hereditárias - coisas que captamos da nossa família ou pessoas mais próximas de nós;
2. Crenças Sociais - são impostas pelos suportes de difusão de informação (rádio, televisão, internet, etc.) ;
3. Crenças Pessoais - são as que surgem das experiencias pessoais.

E dentro destas áreas, as crenças podem ser do tipo:

1. Financeiras
2. Profissionais
3. Merecedoras
4. De Medo
5. Religiosas
Etc.

Para saber quais as crenças que moram em si deixo-lhe a ajuda de alguns passos:

1º Esteja atento a si mesmo e aos seus pensamentos
2. Agora que já percebeu o que o limita, descubra de onde vêm estas crenças:
3. Chegou a hora de substituir a informação do seu disco rígido por uma que lhe seja favorável
4. Este é o verdadeiro e derradeiro passo para a mudança. Fazer do novo pensamento um hábito e uma verdade absoluta.

Imagine que está prestes a entrar numa entrevista de trabalho e que uma vozinha dentro de si começa a dizer "não vais ficar com o lugar", "nem sei porque ainda tentas, não serves para nada", "eles não vão gostar de ti porque és feio e tímido, e não dizes nada de jeito"

Estas são as crenças limitantes que estão a bloquear o sucesso em arranjar um trabalho.
Aqui terá que recorrer ao seu histórico de informação de experiências passadas e perceber de onde vêm, quando começaram, qual a sua raiz.
Imagine que quando era mais novo, e fazia uma asneirita ou outra, os seus pais ou um ou outro professor lhe diziam que assim não ia ser ninguém, que tinha de se comportar melhor e não tão efusivamente em público para ser aceite, etc.
Toda esta informação acabou por ficar gravada no seu disco rígido e reconhecida como uma verdade absoluta, daí que a cada vez que se coloca em situações similares o seu motor de busca vai buscar a informação que tem armazenada e coloca-la em ação (claro está ele acha que está a ajudar... mas já sabemos que não).
Na primeira etapa fica a saber quais as crenças que o estão a limitar, agora pegue nessa lista de crenças e modifique-as pelo contrário ou por algo positivo.
"Não vais ficar com o lugar" - exemplo de substituição "Tenho tantas oportunidades como os outros candidatos para ficar com o lugar, uma vez que sou uma pessoa capaz e formada para exercer este posto"; " O lugar é meu"
"Não serves para nada" - exemplo de substituição "Sou um ser completo e cheio de capacidades"
Também ajuda pensar e saber que temos a capacidade em nós de mudar, e gravar este pensamento no disco rígido.
Os melhores amigos que podemos ter nesta etapa são os nossos sentidos e a nossa persistência, aproveite cada um deles.
Visualize - veja-se a ter sucesso, a conseguir concretizar, a fazer.
Oiça - escute com atenção todos os sons, palavras que ouvirá quando já tiver conseguido concretizar, fazer.
Sinta - Esteja atento aos sentimentos e emoções que sente quando se vê e ouve a concretizar, a fazer. Eles são a bússola que quer seguir e é deles que deve fazer a sua âncora.
Persista - deve fazer este exercício do início ao fim todos os dias, se tiver oportunidade faça-o mais que uma vez por dia, para que novas conexões sejam feitas e se instalem como habituais, para que o seu disco rígido, da próxima vez que fizer uma pesquisa, encontre o positivo.

E NÃO ESQUECER...

"Não são as suas crenças que o tornam uma boa pessoa, mas sim o seu comportamento"

Recuperar de um estado emocional negativo

Todos nós, em algum momento da vida, sentimos que o nosso mundo nos foi tirado, que o tapete foi puxado. Entre o momento em que pairamos no ar e a queda que vamos dar fica uma mancha que nos sobrecarrega o espírito e nos muda para sempre.

Seja a partida de alguém muito querido, o despedimento no trabalho que lhe dava o sustento, o afastamento para sempre de um grande amor... Toda e qualquer desilusão nos leva para estados emocionais mais negativos, de onde muitas vezes nos é tão difícil sair.

É necessário fazer o luto da perda e/ou desilusão, para podermos renascer das cinzas com cores diferentes e mais alegres.

É importante sentir.

É importante chorar.

É crucial permitir-se sofrer, deixar doer.

Isto para que se possa fazer o luto e sair dele.

Assim, devemos passar pelas chamadas fases do luto, de um luto emocional que trás com ele tristeza e solidão.

Elas são cinco:

1. Negação - Com o choque do que está a acontecer tentamos, de alguma forma, adaptar-nos rapidamente à nova realidade e por isso negamos o acontecimento em si. Como se aquilo não tivesse ocorrido e fosse tudo uma grande mentira, começamos a viver nessa farsa imaginada de maneira a que nos possamos proteger da verdadeira realidade.

2. Raiva - Esta apresenta-se em forma de frustração e acarreta a busca de culpados. Esta fase traz com ela uma nuvem negra de sentimentos de revolta, fúria e frustração muito acentuados.

3. Negociação - Esta fase é a fase da busca de soluções, voltamo-nos para entidades religiosas, procuramos formas de voltar no tempo. O problema desta fase é que se torna cansativa e desmotivacional.

4. "Depressão" - Chega o isolamento, a vontade de estar só e o sentimento de incompreensão por tudo o que se está a passar. A tristeza, a melancolia, a depressão instalam-se e a dúvida se alguma vez vamos recuperar paira sobre nós.

5. Aceitação - Esta é a última e a crucial para se conseguir ultrapassar e superar a perda, a desilusão, o luto. Quando se chega a esta fase há uma sensação de paz, o desespero acaba e a realidade é vivida e percebida tal e qual como ela é. E é neste momento que estamos prontos a enfrentar a situação.

Estas fases não são iguais para todas as pessoas, e nem se tem de passar obrigatoriamente pelas cinco. A única que é obrigatória a todas as pessoas para recuperar é a última fase, a da aceitação, pois só esta nos vai levar ao estado desejado de superação.

Finalmente superamos... mas não esquecemos.

"As minhas dores são sempre devastadoras, mas as minhas voltas por cima, sensacionais"

Um episódio com tamanha importância não se esquece, supera-se. Aprende-se a viver com aquele facto.

A procura de ajuda quando passamos por situações destas nas nossas vidas é importantíssima para que mais depressa possamos viver a nossa vida em paz.

Se está a passar por alguma situação em que sinta ou precisa de ajuda, ou se conhece alguém nessas condições, procure e/ou recomende um psicólogo.

OBS.: Todo o conteúdo desta e de outras publicações feitas pela Psicóloga & Coach Sara Varino tem função informativa e não terapêutica.

Porque é que a maquilhagem e a postura são uma alavanca para uma melhor auto-estima

A auto-estima relaciona-se com as crenças, opiniões e valores que temos sobre nós próprios e que achamos que temos perante o mundo que nos rodeia. Isto faz com que a auto-estima seja das coisas mais importantes no que diz respeito ao nosso sucesso e/ou insucesso na vida.

Com ela somos capazes de enfrentar o mundo e propomo-nos enfrentar o mundo de cabeça erguida e coragem no coração.

Sem ela, a coragem desvanece, desaparece e a nossa capacidade de agir perante as situações, perante as pessoas. Agir torna-se um suplicio e, muitas vezes - casos extremos - impossível mesmo.

Quando sofremos de baixa auto-estima significa que não nos conseguimos aceitar como somos e que temos muita, ou total dificuldade de acreditar que os outros nos podem aceitar também.

Daí a importância de fazer uma parceria entre maquilhagem, postura e auto-estima, estas duas primeiras podem ajudar-nos a criar outra visão de nós, mais forte, mais centrada, mais real e a fazer-nos ganhar consciência de nós aceitando-nos tal como somos.

Apesar dito tudo, nem sempre é fácil termos essa consciência de nós e/ou aceitarmos os nossos defeitos e imperfeições. Há quem leve uma vida inteira a trabalhar para conseguir essa realização de auto aceitação. Contudo, uma coisa garanto, ela é possível, basta trabalharmos para isso e ganharmos confiança em nós.

Já alguma vez se olharam ao espelho, mas mesmo olhar, para analisarem a vossa postura corporal e a vossa cara? Tanto pode ser de manhã como ao final do dia, vão até ao espelho e analisem-se, ganhem consciência de vocês mesmos.

Se a postura que apresentam é de ombros caídos para a frente, expressão no rosto de desagrado e crítica negativa, o primeiro instinto é não querer olhar mais. É bem possível que a sua auto-estima possa estar afectada e em baixo. (atenção que ao final do dia pode simplesmente significar cansaço. Para perceber se é só isso, basta fazerem um julgamento aos pensamentos que são formados pelo simples ato de observar a vossa imagem).

Claro está que, mesmo sentindo o cansaço, se olham e um sorriso aparecer no vosso rosto e o sentimento que vos sobressaia é a felicidade e o orgulho, então a vossa auto-estima está no lugar certo.

Então e o que podemos fazer para ganhar auto-estima?

Como posso usar a maquilhagem e a postura para me ajudarem a ganhar auto-estima?

  1. Ao acordar, e logo após se levantar estique o seu corpo, coloque os braços para cima e as mãos unidas em direcção ao tecto e estique.
  2. A onde quer que vá na casa mantenha as costas direitas, se precisar de ajuda para isto, vá até à ombreira da porta e coloque-se "colada/o" a ela de costas para a mesma, vai ver que fica com uma postura direita de imediato e ao sair é só manter a postura. Faça isto o máximo de vezes que conseguir durante o dia. Se trabalhar sentada/o à secretária, vá tendo consciência da sua postura e se tiver os ombros caídos, endireite-se. (vai ver que automaticamente se vai sentir diferente... para melhor).
  3. Seja mulher ou homem (que estas coisas não são só para as mulheres e os homens também têm de se cuidar e amar), logo de manhã, reserve um tempo de entre cinco a dez minutos para si. Comece com a sua higiene normal e não se esqueça de colocar um creme hidratante. Se tiver protecção solar melhor, se não tiver, coloque o creme de protecção solar a seguir.
  4. Perceba se precisa de um pouco de cor no rosto para fazer com que se sinta mais saudável - todos sabemos que quando andamos morenos nos sentimos melhor e mais saudáveis, por isso toca de conseguir essa sensação através de um pó, ou de uma base, ou de ambos para quem tem mais tempo.
  5. Outro aspecto que ajuda praticamente no imediato a ficarmos com um aspecto melhor é colocar um pouco de rímel - para os homens mais arrojados esta também é uma óptima opção, e podem sempre optar por um rímel transparente.

Estas são algumas dicas que eu mesma coloco em prática sempre que me apercebo que a minha auto-estima está mais em baixo.

A raiz de tudo somos nós e os nossos pensamentos por isso, deixo-vos um mantra:

Lembrar sempre:

"Eu sou naturalmente eu. As minhas imperfeições são parte integrante de mim e eu aceito-as. Não preciso alterar, corrigir ou disfarçar nada, porque me sinto bem e feliz comigo mesma/o. Tenho consciência de mim e por isso amo-me."

Cuidar de nós diariamente é um dever, isso faz-nos sentir melhor, mais felizes e mais bonitos.

Agora é a sua vez.

Olhe-se no espelho e decida: "Como me quero apresentar hoje ao mundo?


OBS.: Todo o conteúdo desta e de outras publicações feitas pela Psicóloga & Coach Sara Varino tem função informativa e não terapêutica.